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POLÍTICA

Casa de ex-prefeito do PT é alvo de operação, mais de R$ 3 milhões são achados empilhados em gaveta

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O valor de R$ 3,2 milhões foi encontrado dentro de um armário na casa do ex-prefeito da cidade baiana de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho. A apreensão do valor ocorreu na sexta-feira (27), durante operação da Polícia Federal contra desvios milionários de emendas parlamentares na Bahia. Outros políticos são investigados.

Marcel José Carneiro de Carvalho (PT) nasceu em Paratinga, tem 46 anos e ficou a frente da gestão do município por três mandatos. Ele venceu as eleições municipais de 2008, 2016 e 2020.

De acordo com a Polícia Federal, os R$ 3,2 milhões encontrados na casa dele estavam dentro de pelo menos duas gavetas do armário. Em foto divulgada, é possível ver que os maços de dinheiro estavam próximo a roupas, amarrotados em uma gaveta com fechadura.

A contabilização do dinheiro começou na manhã da sexta-feira e só foi finalizada no fim da tarde.

De acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no período da última eleição Marcel declarou uma fazenda, uma caminhonete e um carro de som, que juntos valiam R$ 256 mil.

As investigações da Polícia Federal também apontaram indícios de desvios de emendas parlamentares no município durante o último mandato do ex-prefeito, que aconteceu entre 2020 e 2024.

Em nota enviada à imprensa, a defesa do ex-prefeito informou que a medida de busca e apreensão feita pela Polícia Federal foi recebida com absoluta tranquilidade e que Marcel está disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários para as autoridades.

O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

POLÍTICA

Equador rompe estatuto migratório com a Venezuela e fecha as portas para milhares de imigrantes

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O governo do Equador anunciou nesta sexta-feira a suspensão do estatuto migratório especial firmado com a Venezuela, medida que impactará diretamente milhares de imigrantes que buscavam regularizar sua permanência no país. A decisão, segundo Quito, foi tomada em meio ao aumento da pressão sobre os serviços públicos, agravada pela crise econômica e pela insegurança que atinge o território equatoriano.

O estatuto havia sido criado para oferecer um canal de legalização e proteção a venezuelanos que fugiam da crise humanitária no país vizinho, garantindo acesso a serviços básicos e a autorizações de trabalho. Com o rompimento do acordo, novas solicitações serão bloqueadas e muitos imigrantes poderão ficar em situação irregular.

Segundo dados oficiais, mais de meio milhão de venezuelanos vivem atualmente no Equador. Organizações de direitos humanos alertam que a medida pode empurrar milhares de famílias para a clandestinidade, aumentando sua vulnerabilidade à exploração laboral e ao tráfico humano.

A decisão também ocorre em um contexto político delicado: o presidente equatoriano, Daniel Noboa, tem endurecido seu discurso migratório após o avanço da violência ligada ao narcotráfico no país, frequentemente associado por autoridades locais à presença de estrangeiros.

A chancelaria venezuelana ainda não se pronunciou oficialmente sobre a medida, mas especialistas afirmam que a decisão pode tensionar ainda mais as relações diplomáticas entre Quito e Caracas.

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POLÍTICA

Carlos Bolsonaro diz que pai está sem vontade de se alimentar e com crise de vômitos

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Às vésperas do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF), seu filho Carlos, que é vereador pelo Rio de Janeiro, foi às redes sociais para expor a condição de saúde e psicológica do pai, que está em prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

“O velho está magro, não tem vontade de se alimentar e segue enfrentando intermináveis crises de soluço e vômitos. Dói demais ver tudo isso, mas sinto como obrigação compartilhar um pouco da realidade do momento com todos que estão sofrendo junto conosco”, escreveu no X.

Carlos, chamado pelo pai, de Zero 2 (é seu segundo filho), disse que estava com saudade de visitar seu pai, mesmo tendo passado apenas uma semana desde a última vez que o encontrou. “Hoje tive novamente a oportunidade de estar com ele em sua prisão domiciliar ilegal e desumana, ficando um pouco ao seu lado – às vezes conversando, às vezes apenas em silêncio”, comentou.

Ele ainda agradeceu pelas orações dos apoiadores nas redes e conclamou: “continuem firmes!”.

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POLÍTICA

Empresa investigada por elo com PCC se reuniu com Galípolo e Padilha

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A Reag Investimentos, citada na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, participou de reuniões com membros do governo federal, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando este ainda estava na Secretaria de Relações Institucionais.

As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles. Segundo a agenda oficial, Galípolo recebeu o fundador da Reag, João Carlos Falpo Mansur, em 12 de agosto, para tratar de “assuntos institucionais”. Mansur é apontado pela PF como gestor de fundos usados para lavagem de dinheiro por meio da refinaria Copape.

Desde 2023, representantes da Reag se reuniram com órgãos como CVM, ANTT, Ministério dos Transportes e Planalto. Em novembro de 2024, a empresa esteve em encontro no Palácio do Planalto com Padilha e representantes chineses.

A Reag se apresenta como “a maior gestora independente do Brasil”, com R$ 340 bilhões sob gestão.

A Operação Carbono Oculto investiga esquemas de lavagem envolvendo fintechs, fundos e empresas de combustíveis. Segundo a PF, organizações criminosas como o PCC se beneficiavam de operações ilegais com apoio de estruturas financeiras paralelas. A Reag e o BK Bank estão entre os alvos.

A Reag afirma que atua conforme a lei e colabora com as investigações. O Banco Central, por sua vez, declarou que realiza reuniões com diversos setores e que alguns temas são protegidos por sigilo empresarial.

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