POLÍTICA
Itaú aponta alto risco de fuga de R$ 35 bilhões após nova tributação sancionada por Lula
O sistema tributário brasileiro está prestes a ter uma das maiores mudanças da sua história. Além das mudanças impostas pela reforma tributária aprovada em 2021, a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que cria uma taxação mínima para pessoas de alta renda reconfigura o cenário de investimentos (e dividendos) no Brasil.
Aprovada no início de novembro por unanimidade no Congresso, a isenção de imposto de renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil veio como uma contrapartida para não pesar nos cofres públicos. O projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que ganham mais de R$ 600 mil por mês — ou cerca de R$ 50 mil por ano. Além disso, lucros e dividendos remetidos ao exterior também terão a cobrança de 10%.
Na teoria — e indo ao pé da letra—, lucros e dividendos seguem sem ser tributados. Na prática, no entanto, a história é outra. Como boa parte dos ganhos de pessoas de alta renda vem de participações acionárias, a nova lei “abocanha” um rendimento antes isento.
Segundo estudos do Itaú Unibanco, a mudança na regra pode desempenhar um papel importante na deterioração do câmbio no curto prazo. Isso porque a expectativa é de que investidores ampliem o envio de remessas maiores de lucros e dividendos para o exterior no fim do ano para algo ao redor de US$ 25 bilhões e US$ 35 bilhões — uma tentativa de se antecipar e reduzir o impacto da taxação que se inicia em 2026. Para comparação, a média histórica de remessas gira ao redor de US$ 15 bilhões.
Nas perspectivas econômicas apresentadas por Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, há pouco espaço para que o real tenha uma apreciação adicional à vista ao longo deste ano, já que fatores domésticos como a questão dos dividendos seguem limitando os cenários mais benignos para o câmbio.
O banco aponta que essa fuga de capital mais intensa já aconteceu em outros momentos. Em 2021, quando havia uma expectativa de que a tributação de lucros e dividendos pudesse ser aprovada, o mesmo movimento de um maior envio de remessas para o exterior.
Apesar do número não ser, sozinho, um vilão que limita a melhora da situação do câmbio, o saldo em conta corrente do Brasil tem mostrado deterioração e anos eleitorais, como será 2026, são marcados pela aversão ao risco até que um cenário mais claro se desenhe.
Sem espaço para valorização do real, o Itaú Unibanco espera que o câmbio se mantenha próximo da casa dos R$ 5,35 para 2025 e R$ 5,50 em 2026 — valor impactado pelas remessas antecipadas, instabilidade eleitoral e os constantes problemas fiscais pouco endereçados.
Saída do setor produtivo
Fontes do setor tributário ouvidas pela Forbes já apontavam um potencial esvaziamento do reinvestimento de lucros e dividendos no setor produtivo.
Segundo uma advogada que atua com empresas e famílias empresárias, a complexidade do sistema tributário e a dupla tributação (na pessoa jurídica e, agora, na física) levam indivíduos de ultra-high net worth a procurarem novos destinos para o dinheiro.
Se o cenário pessimista se confirmar, o país poderia ver uma redução de investimento no setor produtivo e uma dificuldade para que a União consiga bater as suas metas de arrecadação.
POLÍTICA
“Julgamento da suposta trama golpista foi uma das maiores farsas que já vi na história do Brasil”, diz Senador General Mourão
Em entrevista e postagens nas redes sociais, o senador e ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão, classificou o julgamento da suposta “trama golpista” que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados como “uma farsa jurídica” e uma “vingança política”. Segundo Mourão, “uma parcela da justiça brasileira se tornou instrumento e arma da vingança política”, transformando, na sua visão, divergências ideológicas e disputas políticas em “condutas criminosas”. 
Para ele, o processo estaria “viciado”, com falhas graves em sua neutralidade, e a condenação – já mantida por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – representa um precedente perigoso para a liberdade de expressão e para o funcionamento da democracia. 
Além disso, o senador defendeu a aprovação de um projeto de lei de anistia para os envolvidos, afirmando que essa seria “a única saída” diante do veredito. “A anistia é fundamental”, declarou. 
POLÍTICA
“General Estevam Theofilo foi o único absolvido com base na delação de Mauro Cid, todos os outros foram presos com base na mesma delação, você sabe o por quê?”, questiona Luca Antonieto
A pergunta levantada por Luca Antonieto — sobre por que o general Estevam Theophilo foi o único absolvido enquanto outros foram condenados com base na delação de Mauro Cid — reflete um dos principais pontos de discussão do julgamento no STF.
O general foi absolvido de forma unânime pela Primeira Turma porque, segundo o relator Alexandre de Moraes, não havia provas suficientes além da delação para sustentarem a condenação. O Supremo concluiu que o material apresentado pela PGR e pela Polícia Federal era frágil e não demonstrava que Theophilo tivesse tomado qualquer ato concreto para apoiar uma ruptura institucional, apesar de ocupar o comando do COTER, unidade estratégica do Exército.
Nos demais casos, o Tribunal considerou a existência de evidências adicionais — como mensagens, documentos, registros de articulação logística ou participação direta nos planos — que, somadas ao depoimento de Mauro Cid, formaram um conjunto probatório mais consistente.
A absolvição isolada de Theophilo gerou debates sobre possível disparidade de critérios, enquanto sua defesa classificou o resultado como um reconhecimento da falta de provas e do respeito ao devido processo legal.
POLÍTICA
Trump declara espaço aéreo da Venezuela “Fechado”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (29) que o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela deve ser considerado fechado, em meio a um confronto crescente com o presidente esquerdista Nicolás Maduro.
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor, considerem O ESPAÇO AÉREO ACIMA E AO REDOR DA VENEZUELA COMO FECHADO EM SUA TOTALIDADE”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
Desde o início de setembro, o governo Trump aumentou a pressão sobre a Venezuela com o envio de uma frota militar ao Mar do Caribe como parte, segundo Washington, de sua luta contra o narcotráfico, incluindo o maior porta-aviões do mundo.
O governo Trump afirma que seu objetivo é interromper o tráfico de drogas procedente do país sul-americano, mas Caracas afirma que Washington busca uma mudança de regime.
Desde o início da mobilização da frota militar, as forças americanas mataram pelo menos 83 pessoas em mais de 20 ataques contra supostas ‘narcolanchas’, no Caribe e no leste do Pacífico.
Washington não apresentou nenhuma evidência de que as embarcações atingidas eram utilizadas para transportar drogas ou representavam uma ameaça aos Estados Unidos.
O jornal New York Times informou na sexta-feira (28) que Trump e Maduro tiveram uma conversa telefônica na semana passada, durante a qual abordaram uma possível reunião nos Estados Unidos.
A notícia sobre a ligação entre Trump e Maduro foi divulgada um dia após o presidente americano ter afirmado que os esforços para deter o tráfico de drogas venezuelano por terra eram iminentes, o que aumentou ainda mais as tensões com Caracas.
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