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POLÍTICA

Grande Fortaleza tem o maior avanço da extrema pobreza no país em 4 anos

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A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou o maior aumento da extrema pobreza entre as principais áreas urbanas do Brasil nos últimos quatro anos, segundo dados divulgados pelo Observatório das Metrópoles. O levantamento mostra que a proporção de pessoas vivendo nessa condição na Grande Fortaleza passou de 6,6% em 2021 para 8,6% em 2024, o maior crescimento entre as 21 regiões analisadas.

O dado contrasta com a tendência nacional. No conjunto do país, o índice de extrema pobreza apresentou queda significativa no mesmo período, impulsionado por políticas de transferência de renda e pela recuperação do mercado de trabalho após a pandemia de Covid-19.

De acordo com o critério adotado no estudo, são consideradas em extrema pobreza as famílias com renda mensal per capita inferior a R$ 217,37. Isso significa que, na RMF, o número de pessoas vivendo abaixo dessa linha aumentou, mesmo com a melhora dos indicadores econômicos nacionais.

Especialistas apontam que o avanço da extrema pobreza em Fortaleza está relacionado à desigualdade social persistente, à concentração de renda na capital e à precarização do mercado de trabalho informal. Além disso, o crescimento populacional nas periferias e o aumento do custo de vida nas áreas urbanas têm contribuído para ampliar a vulnerabilidade de famílias de baixa renda.

Enquanto a Região Metropolitana enfrenta esse cenário de retrocesso, o interior do Ceará apresenta evolução mais positiva. Segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), cerca de 600 mil cearenses saíram da extrema pobreza entre 2021 e 2023, com melhora mais acentuada em municípios fora da capital.

O contraste entre Fortaleza e o interior reforça a necessidade de políticas públicas mais focadas na inclusão produtiva urbana, na moradia popular e na proteção social voltada às populações periféricas.

“O aumento da extrema pobreza em Fortaleza é um alerta. Mostra que o crescimento econômico não está chegando de forma equilibrada à população metropolitana”, avalia um dos pesquisadores do Observatório.

POLÍTICA

Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master

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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.

Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.

Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.

O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.

Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.

O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.

Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.

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POLÍTICA

Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global

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Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.

O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti

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POLÍTICA

Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel

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A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.

Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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