CONECTE-SE CONOSCO

POLÍTICA

CPMI do INSS é instaurada no congresso nacional

Publicado

on

Em suas redes sociais o senador Cleitinho (MG-REPUBLICANOS ) comemorou, por ser oficialmente instalada nesta terça-feira, no Congresso Nacional, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar descontos considerados irregulares em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A leitura do requerimento de criação da comissão foi feita pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), durante sessão conjunta da Câmara e do Senado.

A comissão nasce a partir de um requerimento apresentado em 12 de maio pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O pedido contou com apoio de 36 senadores e 223 deputados, superando o número mínimo exigido pelo regimento para a abertura de uma CPMI.

O foco da investigação será a apuração de descontos automáticos e não autorizados em aposentadorias e pensões, especialmente aqueles relacionados a associações, sindicatos e seguros vinculados a beneficiários do INSS. Há suspeitas de que milhões de segurados tenham sofrido prejuízos financeiros sem consentimento prévio.

A instalação formal da CPMI marca o início do processo parlamentar de apuração, mas os trabalhos só devem começar após o recesso legislativo de julho. A expectativa é que os líderes partidários indiquem os membros da comissão nas próximas semanas, para que a primeira reunião ocorra já no início de agosto.

Parlamentares de oposição e da base governista veem a comissão como uma oportunidade de aumentar a transparência sobre o funcionamento do INSS e avaliar eventuais responsabilidades institucionais e privadas. O governo federal, por sua vez, informou que irá colaborar com as investigações.

A CPMI terá poderes para convocar autoridades, requisitar documentos e quebrar sigilos bancário e fiscal, caso seja necessário. O prazo inicial de funcionamento é de 120 dias, prorrogáveis por igual período.

POLÍTICA

Lulinha pagou R$ 750 mil para Kalil Bittar, alvo da PF por lobby no MEC

Publicado

on

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, repassou um total de R$ 750 mil para o empresário Kalil Bittar entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Todos os pagamentos, realizados mensalmente, foram no valor de R$ 50 mil.

O último pagamento de Lulinha ocorreu em 27 de outubro de 2025. No mês seguinte, Kalil Bittar foi um dos alvos da Polícia Federal na operação Coffee Break, que investigou desvio de recursos no Ministério da Educação (MEC).

Até maio passado, essas transferências eram feitas geralmente a cada dois meses. A partir de maio, passaram a ser mensais.

Os pagamentos foram feitos para uma conta de Kalil aberta em uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro do Brás, em São Paulo.

Para a Polícia Federal, Kalil Bittar fez lobby junto ao Ministério da Educação para que a pasta liberasse recursos para prefeituras do interior de São Paulo, como Sumaré, Limeira e, principalmente, Hortolândia.

Essas prefeituras então contrataram a Life Tecnologia, empresa que fornecia livros didáticos e kits de ensino de robótica superfaturados — os contratos estariam até 35 vezes acima do valor de mercado.

Ele teria atuado em conjunto com Carla Ariane Trindade, ex-mulher de outro filho de Lula, Marcos Cláudio Lula da Silva.

Como mostrou a coluna, a Life Tecnologia aumentou o próprio capital em 113 vezes, de apenas R$ 300 mil para R$ 34 milhões, em menos de dois anos.

Continue lendo

POLÍTICA

Mensagens de Vorcaro sugerem encontro com Moraes: “Aqui perto de casa”

Publicado

on

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, obtidas pela Polícia Federal (PF), sugerem que o ex-banqueiro se encontraria com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em abril de 2025. Procurado, Moraes não se manifestou.

As informações foram publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles. O GLOBO também teve acesso às trocas de mensagens entre o ex-banqueiro e a sua então namorada, Martha Graeff, em abril de 2025.

No dia 19 daquele mês, ele escreveu que estava indo encontrar “alexandre moraes aqui perto de casa”. Em resposta, ela escreve: “Como assim amor/ Ele está em Campos????/ Ou foi pra te ver?”.

Vorcaro, por sua vez, diz que “ele tá passando feriado”.

Uma empresa da mulher e dos filhos do ministro, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, é dona de dois imóveis em Campos do Jordão, em São Paulo. São apartamentos de cobertura contíguos em um condomínio de um bairro nobre da cidade, que segundo o registro oficial foram comprados por R$ 4 milhões cada um.

A colunista do GLOBO Malu Gaspar mostrou em abril de 2025 que o Banco Master contratou para representá-lo judicialmente o escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, mulher do magistrado.

Na troca de mensagens obtidas pela PF há uma segunda menção a “Alexandre Moraes”, dez dias depois. Em 29 de abril daquele ano, Vorcaro escreve para a namorada afirmando que está em casa e, em seguida, fazem uma chamada de vídeo com duração de dois minutos. Ao final, a namorada pergunta: “Quem era o primeiro cara?”. O ex-banqueiro responde: “Alexandre moraes”.

O diálogo segue com ela perguntando “Ele gostou da casa amor!?? Tá muito mais astral”. E ele responde: “Sin/ Falou que e bem melhor/E ele adorava apto”. Ela, por fim, responde: “Falou pra te agradar/ Que vergonha eu tava de pijama”.

Nos arquivos do celular de Vorcaro obtidos pela PF também aparece o número de telefone do ministro do STF, salvo em 26 de dezembro de 2023.

Continue lendo

POLÍTICA

Planilha aponta Moraes, esposa e Toffoli em mesa do Banco Master

Publicado

on

Uma planilha que integra investigação da Polícia Federal indica que os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, sentaram na mesa denominada “2 Banco Master“, em um jantar de gala promovido durante a Lide Brazil Conference, em Nova York (EUA).

O evento ocorreu em novembro de 2022, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, e teve patrocínio do dono do Banco Master. O estabelecimento, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião.

Os nomes de Moraes, Toffoli e Viviane Barci aparecem na planilha de organização das mesas do jantar. Na mesma mesa estava o empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do Banco Master e que, segundo a investigação, teria “exercido influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”

Os três citados estão no centro da crise envolvendo a instituição financeira. Toffoli vendeu sua participação no Resort Tayayá, no Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro. Já o escritório de advocacia de Viviane Barci firmou contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master.

À época do evento, Daniel Vorcaro já havia sido investigado por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos e chegou a ser alvo de ordem de prisão em 2019.

Continue lendo

Trending