POLÍTICA
“Brasil está mal e usa judiciário como arma”, diz Trump
Em discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou suas críticas ao Brasil, afirmando que o país “vai mal” e que o Judiciário estaria sendo utilizado como instrumento político de repressão. A fala ocorre em meio a um aumento das tensões entre Brasília e Washington, marcado por tarifas comerciais e sanções contra autoridades brasileiras.
Segundo Trump, o Brasil “continuará fracassando” se não estreitar cooperação com os EUA. O republicano citou casos de censura e perseguição a críticos do governo brasileiro, incluindo cidadãos americanos, como justificativa para as recentes tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros. Ele também mencionou a aplicação da Lei Magnitsky para punir magistrados e agentes públicos acusados de violar direitos humanos.
A reação em Brasília foi imediata. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, negou a existência de censura e afirmou que decisões judiciais têm como objetivo proteger a democracia e a liberdade de expressão, e não restringi-las. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou as críticas como “ataques inaceitáveis às instituições brasileiras” e ressaltou que o país “não aceita tutelas externas sobre seu Estado de Direito”.
A crise diplomática já provoca efeitos concretos. Além das tarifas comerciais, autoridades brasileiras sancionadas pelos EUA tiveram vistos revogados, e há risco de escalada em outras áreas da relação bilateral, como investimentos e cooperação em segurança.
Enquanto Washington endurece o tom, especialistas avaliam que a postura de Trump pode estar ligada a sua estratégia de reforçar um discurso de defesa da liberdade de expressão, tema central em sua política interna. Para o Brasil, no entanto, as declarações representam mais um desafio no esforço de manter estabilidade econômica e preservar a imagem de suas instituições no cenário internacional.
POLÍTICA
Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.
A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.
Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.
Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.
O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.
Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.
O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.
Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.
POLÍTICA
Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global
Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.
O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti
POLÍTICA
Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel
A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.
Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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