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“O STF se tornou político e quer prender Bolsonaro para tirá-lo da disputa em 2026”, diz o deputado federal Osmar Terra (PL-RS)

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O deputado federal Osmar Terra (PL-RS) declarou nesta segunda-feira (27) que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria atuando com motivações políticas e que há uma tentativa de prender o ex-presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de retirá-lo da disputa presidencial em 2026.

“A percepção de muitos é que o STF deixou de ser uma corte exclusivamente jurídica e passou a agir politicamente. Querem tirar o Bolsonaro do jogo, e para isso falam em prisão, inelegibilidade, qualquer coisa que impeça sua candidatura”, afirmou Terra em entrevista a jornalistas no Congresso Nacional.

As declarações do parlamentar ocorrem em meio às investigações da Polícia Federal sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que tem Bolsonaro como um dos alvos. O inquérito, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura a articulação de militares e aliados do ex-presidente para reverter o resultado eleitoral que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Terra, um dos aliados mais próximos de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, criticou duramente o que classificou como “ativismo judicial” da Suprema Corte. “O que estamos vendo é uma inversão total da ordem democrática. Quem deveria garantir a Constituição está violando princípios básicos da separação dos poderes”, disse.

A fala do deputado repercute em um cenário político já polarizado, com a oposição acusando o Judiciário de extrapolar seus limites, enquanto governistas e setores do Judiciário sustentam que as investigações são necessárias para preservar a democracia e punir possíveis crimes cometidos por autoridades públicas.

O STF não respondeu oficialmente às declarações de Osmar Terra. Ministros da Corte, no entanto, têm reiterado publicamente que as ações judiciais em curso seguem os trâmites legais e estão baseadas em provas colhidas pela Polícia Federal.

Nos bastidores políticos, a possível candidatura de Bolsonaro em 2026 segue como um tema central, especialmente após o ex-presidente ter sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Apesar disso, aliados afirmam que ainda há margem jurídica para reversão da decisão, e não descartam uma possível reabilitação eleitoral até o próximo pleito.

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“PF não pode virar flanelinha de carro”, diz Octávio Guedes

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O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou uma decisão judicial recente que determinou que materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) ficassem sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e não com a própria polícia.

Em suas redes sociais e no programa Estúdio i de 14 de janeiro de 2026, Guedes afirmou que a “Polícia Federal não pode ser transformada em flanelinha de operação policial, ficando para tomar conta de carro, enquanto o Ministério Público [ou STF] deve tomar conta dos dados sensíveis”.

Guedes citou o receio da corporação de que, ao enviar os arquivos para outra instância, sem acesso direto da PF, os materiais possam ser manipulados ou destruídos remotamente.

A metáfora sugere que a PF estaria apenas “guardando” o carro (o material apreendido) sem poder atuar de fato na investigação, perdendo a autonomia técnica sobre as provas.

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Governo Lula corta R$ 1 bilhão da Farmácia Popular e Programa Pé-de-meia

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O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.

Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.

Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.

Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.

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“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaça dos EUA

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O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo brasileiro vê com “muita preocupação” as recentes movimentações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela e rejeitou comparações entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e figuras ligadas ao terrorismo.

“Maduro não é Bin Laden, ele não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim em entrevista, ao comentar o aumento da presença de navios norte-americanos no Caribe. “Temos críticas ao governo venezuelano, mas isso não justifica uma escalada militar na região.”

A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão diplomática entre Washington e Caracas, após o governo dos EUA sinalizar novas sanções e reforçar operações navais sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Segundo Amorim, o Brasil acompanha o caso “com atenção e prudência” e defende que eventuais impasses sejam resolvidos por meios diplomáticos. Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na necessidade de diálogo e de respeito à soberania dos países latino-americanos.

“O Brasil não compactua com intervenções externas. Nossa região deve ser tratada com base na cooperação, não na ameaça”, afirmou o assessor.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que o discurso de Amorim busca evitar a polarização em torno do governo Maduro, ao mesmo tempo em que reafirma a posição histórica do Itamaraty de oposição a ações unilaterais dos Estados Unidos na América Latina.

A fala também reacende o debate sobre o papel do Brasil como mediador em crises regionais. Amorim, que foi chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff, é conhecido por defender uma política externa independente e de não alinhamento automático com potências ocidentais.

O governo dos Estados Unidos ainda não respondeu oficialmente às declarações. Em Caracas, representantes chavistas elogiaram a postura brasileira e afirmaram que “o apoio do Brasil reforça a unidade sul-americana diante das ameaças imperiais”.

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