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Janja acumula 130 dias no exterior desde o início do mandato de Lula

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A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, já passou cerca de 130 dias fora do Brasil desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reassumiu a presidência, em 1º de janeiro de 2023. O número, que representa mais de quatro meses no exterior, tem gerado questionamentos sobre os gastos e o papel desempenhado por ela nas viagens oficiais da comitiva presidencial.

Janja tem acompanhado o presidente em diversas agendas internacionais, incluindo encontros com chefes de Estado, cúpulas ambientais, eventos culturais e fóruns de direitos humanos. Entre os países visitados estão Estados Unidos, China, França, Emirados Árabes, África do Sul, Itália e Índia, entre outros.

Segundo o Palácio do Planalto, a presença da primeira-dama tem papel institucional, com foco em diplomacia cultural e causas sociais. Janja também participa ativamente de pautas ligadas aos direitos das mulheres, igualdade racial e combate à fome.

Entretanto, o acúmulo de dias no exterior tem sido alvo de críticas por parte da oposição. Parlamentares de partidos como PL e Novo têm questionado o custo das viagens e o retorno prático de sua atuação. O deputado federal Delegado Ramagem (PL-RJ), por exemplo, protocolou um pedido de informações ao Itamaraty sobre os gastos com a primeira-dama.

Em nota, o governo federal informou que todas as viagens de Janja estão dentro das normas legais e são realizadas como parte da comitiva oficial do presidente. O Planalto também destacou que os compromissos da primeira-dama são divulgados com transparência e têm contribuído para reforçar a imagem do Brasil em temas humanitários e de desenvolvimento sustentável.

Para analistas políticos, a atuação de Janja representa uma nova postura das primeiras-damas no Brasil. “Ela rompe com a figura discreta das antecessoras e assume um papel mais ativo e público, o que naturalmente gera mais visibilidade — e, com ela, cobranças”, avalia a cientista política Lara Freire, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A discussão sobre os limites e atribuições da primeira-dama ainda é incipiente no Brasil, onde o cargo não é oficial, mas carrega forte simbolismo político. Enquanto parte da população vê a atuação de Janja como positiva e moderna, outros questionam se há transparência e equilíbrio entre protagonismo e representação institucional.

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“PF não pode virar flanelinha de carro”, diz Octávio Guedes

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O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou uma decisão judicial recente que determinou que materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) ficassem sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e não com a própria polícia.

Em suas redes sociais e no programa Estúdio i de 14 de janeiro de 2026, Guedes afirmou que a “Polícia Federal não pode ser transformada em flanelinha de operação policial, ficando para tomar conta de carro, enquanto o Ministério Público [ou STF] deve tomar conta dos dados sensíveis”.

Guedes citou o receio da corporação de que, ao enviar os arquivos para outra instância, sem acesso direto da PF, os materiais possam ser manipulados ou destruídos remotamente.

A metáfora sugere que a PF estaria apenas “guardando” o carro (o material apreendido) sem poder atuar de fato na investigação, perdendo a autonomia técnica sobre as provas.

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Governo Lula corta R$ 1 bilhão da Farmácia Popular e Programa Pé-de-meia

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O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.

Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.

Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.

Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.

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“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaça dos EUA

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O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo brasileiro vê com “muita preocupação” as recentes movimentações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela e rejeitou comparações entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e figuras ligadas ao terrorismo.

“Maduro não é Bin Laden, ele não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim em entrevista, ao comentar o aumento da presença de navios norte-americanos no Caribe. “Temos críticas ao governo venezuelano, mas isso não justifica uma escalada militar na região.”

A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão diplomática entre Washington e Caracas, após o governo dos EUA sinalizar novas sanções e reforçar operações navais sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Segundo Amorim, o Brasil acompanha o caso “com atenção e prudência” e defende que eventuais impasses sejam resolvidos por meios diplomáticos. Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na necessidade de diálogo e de respeito à soberania dos países latino-americanos.

“O Brasil não compactua com intervenções externas. Nossa região deve ser tratada com base na cooperação, não na ameaça”, afirmou o assessor.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que o discurso de Amorim busca evitar a polarização em torno do governo Maduro, ao mesmo tempo em que reafirma a posição histórica do Itamaraty de oposição a ações unilaterais dos Estados Unidos na América Latina.

A fala também reacende o debate sobre o papel do Brasil como mediador em crises regionais. Amorim, que foi chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff, é conhecido por defender uma política externa independente e de não alinhamento automático com potências ocidentais.

O governo dos Estados Unidos ainda não respondeu oficialmente às declarações. Em Caracas, representantes chavistas elogiaram a postura brasileira e afirmaram que “o apoio do Brasil reforça a unidade sul-americana diante das ameaças imperiais”.

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