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Bella Carmelo faz críticas a compras de Janja em loja de luxo na cidade de Fortaleza
A vereadora de Fortaleza Bella Carmelo (PL) fez duras críticas à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, após a circulação de imagens que mostram a esposa do presidente realizando compras em uma loja de luxo na capital cearense. A situação gerou repercussão nas redes sociais e inflamou o debate político local e nacional.
“Enquanto o povo enfrenta dificuldades com inflação, desemprego e precariedade nos serviços públicos, a primeira-dama desfila em loja de grife como se estivesse em Paris. Isso é uma afronta à realidade brasileira”, declarou Bella Carmelo em vídeo publicado em suas redes sociais.
A loja visitada por Janja está localizada em um shopping de alto padrão em Fortaleza e comercializa itens de marcas internacionais com alto valor agregado. Embora a visita tenha ocorrido de forma discreta, clientes registraram o momento e as imagens rapidamente se espalharam nas redes sociais.
Bella Carmelo, que está em seu primeiro mandato como vereadora, é uma das principais vozes de oposição ao governo Lula no Ceará. Casada com o deputado estadual Carmelo Neto, presidente do PL no estado, ela ganhou notoriedade nacional nas redes sociais com sua atuação combativa e discursos alinhados à pauta conservadora.
A primeira-dama esteve em Fortaleza para compromissos institucionais, culturais e encontros com movimentos sociais, mas o Palácio do Planalto ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas. Fontes próximas a Janja afirmam que a ida à loja foi feita em caráter privado e sem qualquer uso de verba pública.
O episódio dividiu opiniões. Parlamentares e eleitores favoráveis ao governo Lula defenderam o direito da primeira-dama à privacidade e ao consumo pessoal. Já opositores classificaram a atitude como “ostentação” e “hipocrisia”, apontando incoerência com o discurso social defendido pelo governo.
Bella reforçou esse argumento ao afirmar que o comportamento de Janja demonstra “uma elite política cada vez mais distante das dificuldades do cidadão comum”.
A vereadora prometeu apresentar um requerimento à Câmara Municipal para convocar debate sobre o uso da imagem de figuras públicas em ambientes privados, levantando o debate sobre a transparência, a ética e os limites entre vida pública e pessoal.
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“PF não pode virar flanelinha de carro”, diz Octávio Guedes
O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou uma decisão judicial recente que determinou que materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) ficassem sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e não com a própria polícia.
Em suas redes sociais e no programa Estúdio i de 14 de janeiro de 2026, Guedes afirmou que a “Polícia Federal não pode ser transformada em flanelinha de operação policial, ficando para tomar conta de carro, enquanto o Ministério Público [ou STF] deve tomar conta dos dados sensíveis”.
Guedes citou o receio da corporação de que, ao enviar os arquivos para outra instância, sem acesso direto da PF, os materiais possam ser manipulados ou destruídos remotamente.
A metáfora sugere que a PF estaria apenas “guardando” o carro (o material apreendido) sem poder atuar de fato na investigação, perdendo a autonomia técnica sobre as provas.
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Governo Lula corta R$ 1 bilhão da Farmácia Popular e Programa Pé-de-meia
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.
Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.
Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.
Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.
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“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaça dos EUA
O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo brasileiro vê com “muita preocupação” as recentes movimentações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela e rejeitou comparações entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e figuras ligadas ao terrorismo.
“Maduro não é Bin Laden, ele não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim em entrevista, ao comentar o aumento da presença de navios norte-americanos no Caribe. “Temos críticas ao governo venezuelano, mas isso não justifica uma escalada militar na região.”
A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão diplomática entre Washington e Caracas, após o governo dos EUA sinalizar novas sanções e reforçar operações navais sob o argumento de combate ao narcotráfico.
Segundo Amorim, o Brasil acompanha o caso “com atenção e prudência” e defende que eventuais impasses sejam resolvidos por meios diplomáticos. Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na necessidade de diálogo e de respeito à soberania dos países latino-americanos.
“O Brasil não compactua com intervenções externas. Nossa região deve ser tratada com base na cooperação, não na ameaça”, afirmou o assessor.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que o discurso de Amorim busca evitar a polarização em torno do governo Maduro, ao mesmo tempo em que reafirma a posição histórica do Itamaraty de oposição a ações unilaterais dos Estados Unidos na América Latina.
A fala também reacende o debate sobre o papel do Brasil como mediador em crises regionais. Amorim, que foi chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff, é conhecido por defender uma política externa independente e de não alinhamento automático com potências ocidentais.
O governo dos Estados Unidos ainda não respondeu oficialmente às declarações. Em Caracas, representantes chavistas elogiaram a postura brasileira e afirmaram que “o apoio do Brasil reforça a unidade sul-americana diante das ameaças imperiais”.
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