POLÍTICA
Trump avalia ataques contra cartéis na Venezuela, diz CNN
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando opções para realizar ataques militares contra cartéis de drogas que operam na Venezuela, incluindo possíveis ataques dentro do país, informou a CNN nesta sexta-feira (5), citando várias fontes.
A possível ofensiva faz parte de uma estratégia mais ampla que visa enfraquecer o líder Nicolás Maduro, de acordo com várias fontes informadas sobre os planos do governo.
O ataque mortal de terça-feira (2) a um suposto barco de drogas que partia da Venezuela foi um reflexo direto dessas opções, disseram fontes, e marcou uma escalada significativa na campanha do governo Trump contra os cartéis de drogas.
Questionado por um repórter se ele gostaria de ver uma mudança de regime na Venezuela, Trump disse: “Não estamos falando sobre isso”.
“Mas estamos falando sobre o fato de que [a Venezuela] teve uma eleição, que foi uma eleição muito estranha, para dizer o mínimo”, disse Trump, referindo-se à corrida presidencial do ano passado na Venezuela, marcada por acusações de fraude eleitoral.
Os EUA enviaram recursos militares expressivos para o Caribe nas últimas semanas, uma ação que visava, em parte, ser um sinal para Maduro, de acordo com vários funcionários da Casa Branca.
Navios armados com mísseis Tomahawk, um submarino de ataque, uma série de aeronaves e mais de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais americanos estão agora posicionados perto da Venezuela.
Dois funcionários da Casa Branca disseram à CNN que 10 caças F-35 avançados também estão sendo enviados para Porto Rico, onde uma unidade dos fuzileiros navais está atualmente realizando exercícios de treinamento de pouso anfíbio.
O governo tomou medidas para conectar Maduro à sua missão antidrogas mais ampla — rotulando-o como um narcoterrorista com ligações a alguns dos cartéis recentemente designados — e dobrando a recompensa por sua prisão para US$ 50 milhões.
Esta é uma operação antidrogas”, disse Rubio. “Vamos combater os cartéis de drogas onde quer que estejam, onde quer que operem contra os interesses dos EUA.”
Rubio acrescentou mais detalhes sobre os ataques aos barcos dizendo: “Em vez de interditar, por ordem do presidente, nós a explodimos. E vai acontecer de novo. Talvez esteja acontecendo agora”, acrescentou Rubio.
POLÍTICA
Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.
A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.
Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.
Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.
O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.
Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.
O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.
Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.
POLÍTICA
Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global
Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.
O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti
POLÍTICA
Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel
A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.
Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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