POLÍTICA
“PT permitiu a fraude no INSS”, diz senador Rogério Marinho
O senador Rogério Marinho (PL-RN) voltou a criticar o Partido dos Trabalhadores, responsabilizando a legenda por brechas que teriam permitido a ocorrência de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o parlamentar, emendas apresentadas pelo PT durante a tramitação da Medida Provisória 871/2019, além de mudanças posteriores em normas de proteção aos beneficiários, abriram espaço para irregularidades em descontos realizados diretamente na aposentadoria de milhares de segurados.
Marinho protocolou um pedido no Ministério Público Federal (MPF) para ampliar as investigações e incluir novas associações no inquérito que apura a atuação de entidades suspeitas de cobrar taxas irregulares. O senador também defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar responsabilidades, afirmando que “não pode haver blindagem para ninguém”.
O parlamentar acusa o governo Lula de ter sido omisso diante dos alertas de órgãos de controle, como Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União, que já vinham apontando as irregularidades. Para ele, a postura do Planalto favoreceu a continuidade do esquema:
“O PT permitiu a fraude no INSS, ao desmontar regras que protegiam aposentados e ao ignorar os sinais de alerta que vinham sendo emitidos. Estamos diante de um crime contra os mais frágeis”, declarou.
Por outro lado, aliados do governo argumentam que a maior parte dos convênios suspeitos foi assinada entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro — período em que o próprio Rogério Marinho ocupava cargos estratégicos ligados à Previdência e ao Trabalho. Para esses críticos, o senador tenta deslocar responsabilidades e transformar o caso em embate político.
Enquanto os debates se intensificam no Congresso, aposentados e pensionistas continuam aguardando uma solução definitiva para o ressarcimento dos valores descontados irregularmente.
POLÍTICA
Equador rompe estatuto migratório com a Venezuela e fecha as portas para milhares de imigrantes
O governo do Equador anunciou nesta sexta-feira a suspensão do estatuto migratório especial firmado com a Venezuela, medida que impactará diretamente milhares de imigrantes que buscavam regularizar sua permanência no país. A decisão, segundo Quito, foi tomada em meio ao aumento da pressão sobre os serviços públicos, agravada pela crise econômica e pela insegurança que atinge o território equatoriano.
O estatuto havia sido criado para oferecer um canal de legalização e proteção a venezuelanos que fugiam da crise humanitária no país vizinho, garantindo acesso a serviços básicos e a autorizações de trabalho. Com o rompimento do acordo, novas solicitações serão bloqueadas e muitos imigrantes poderão ficar em situação irregular.
Segundo dados oficiais, mais de meio milhão de venezuelanos vivem atualmente no Equador. Organizações de direitos humanos alertam que a medida pode empurrar milhares de famílias para a clandestinidade, aumentando sua vulnerabilidade à exploração laboral e ao tráfico humano.
A decisão também ocorre em um contexto político delicado: o presidente equatoriano, Daniel Noboa, tem endurecido seu discurso migratório após o avanço da violência ligada ao narcotráfico no país, frequentemente associado por autoridades locais à presença de estrangeiros.
A chancelaria venezuelana ainda não se pronunciou oficialmente sobre a medida, mas especialistas afirmam que a decisão pode tensionar ainda mais as relações diplomáticas entre Quito e Caracas.
POLÍTICA
Carlos Bolsonaro diz que pai está sem vontade de se alimentar e com crise de vômitos
Às vésperas do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF), seu filho Carlos, que é vereador pelo Rio de Janeiro, foi às redes sociais para expor a condição de saúde e psicológica do pai, que está em prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
“O velho está magro, não tem vontade de se alimentar e segue enfrentando intermináveis crises de soluço e vômitos. Dói demais ver tudo isso, mas sinto como obrigação compartilhar um pouco da realidade do momento com todos que estão sofrendo junto conosco”, escreveu no X.
Carlos, chamado pelo pai, de Zero 2 (é seu segundo filho), disse que estava com saudade de visitar seu pai, mesmo tendo passado apenas uma semana desde a última vez que o encontrou. “Hoje tive novamente a oportunidade de estar com ele em sua prisão domiciliar ilegal e desumana, ficando um pouco ao seu lado – às vezes conversando, às vezes apenas em silêncio”, comentou.
Ele ainda agradeceu pelas orações dos apoiadores nas redes e conclamou: “continuem firmes!”.
POLÍTICA
Empresa investigada por elo com PCC se reuniu com Galípolo e Padilha
A Reag Investimentos, citada na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal, participou de reuniões com membros do governo federal, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quando este ainda estava na Secretaria de Relações Institucionais.
As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles. Segundo a agenda oficial, Galípolo recebeu o fundador da Reag, João Carlos Falpo Mansur, em 12 de agosto, para tratar de “assuntos institucionais”. Mansur é apontado pela PF como gestor de fundos usados para lavagem de dinheiro por meio da refinaria Copape.
Desde 2023, representantes da Reag se reuniram com órgãos como CVM, ANTT, Ministério dos Transportes e Planalto. Em novembro de 2024, a empresa esteve em encontro no Palácio do Planalto com Padilha e representantes chineses.
A Reag se apresenta como “a maior gestora independente do Brasil”, com R$ 340 bilhões sob gestão.
A Operação Carbono Oculto investiga esquemas de lavagem envolvendo fintechs, fundos e empresas de combustíveis. Segundo a PF, organizações criminosas como o PCC se beneficiavam de operações ilegais com apoio de estruturas financeiras paralelas. A Reag e o BK Bank estão entre os alvos.
A Reag afirma que atua conforme a lei e colabora com as investigações. O Banco Central, por sua vez, declarou que realiza reuniões com diversos setores e que alguns temas são protegidos por sigilo empresarial.
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