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POLÍTICA

Nikolas vai ao TCU contra AGU na defesa de Moraes nos EUA

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O deputado Nikolas Ferreira (PL) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU), nesta quarta-feira (27/8), contestando a contratação de um escritório jurídico dos Estados Unidos, pela Advocacia Geral da União (AGU), para atuar contra as sanções da Lei Magnitsky impostas pelo governo Trump a Alexandre de Moraes.

Na representação, o parlamentar afirma que a movimentação da AGU em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) seria ilegal. “A contratação anunciada pela AGU suscita preocupação quanto ao emprego de recursos orçamentários da União para atender a interesse pessoal do ministro sancionado, sob o pretexto de defesa institucional do Estado”, diz Nikolas.

“O ponto a ser submetido ao controle externo é claro: não se pode utilizar recursos públicos — por meio de contratação da AGU — para custear, no exterior, a defesa de agente designado por autoridade estrangeira como violador de direitos humanos, pois isso: i) se afasta do interesse público primário; ii) subverte a finalidade institucional da AGU; e iii) afronta os princípios da administração pública, conforme disposto no art. 37 da Constituição”, sustenta Nikolas na representação obtida pela coluna.

Para Nikolas Ferreira, a despesa da AGU na defesa de Moraes representa desvio de finalidade na utilização de recursos públicos. “A contratação é descrita como mecanismo de defesa da República em foro estrangeiro; contudo, o efeito prático predominante é amortecer sanções pessoais aplicadas ao ministro Alexandre de Moraes nos termos da Lei Magnitsky”, diz a ação.

“Esse desvio viola a impessoalidade e a indisponibilidade do interesse público, conforme disposto no art. 37 da Constituição, e distorce a missão constitucional da AGU — que é representar a União e assessorá-la juridicamente”, argumenta.

O parlamentar afirma ainda que a atuação da AGU visa promover a “blindagem” de Moraes quanto à aplicação da Lei Magnitsky e levanta suspeitas de irregularidades na inexigibilidade de licitação para contratação do escritório de advocacia nos EUA.

“Alocar recursos públicos para neutralizar consequências pessoais dessas condutas rompe o nexo com a finalidade pública e configura blindagem pessoal. Trata-se da exata figura do desvio de finalidade: o motivo declarado é ‘defender a República’; o motivo determinante é neutralizar sanções dirigidas a um agente específico”, aponta a representação.

Nikolas solicita ao TCU que determine o envio da íntegra do processo de contratação do escritório jurídico, promova uma auditoria de finalidade para verificar se a despesa se refere à proteção de uma “autoridade sancionada” e avalie se a contratação está de acordo com a regulamentação em vigor.

Por outro lado, integrantes da AGU argumentam que as sanções contra Alexandre de Moraes impostas pela Casa Branca atingem também a soberania do Brasil. E que, portanto, o governo brasileiro pode e deve atuar no caso.

POLÍTICA

Bolsonaro se emociona e chora ao receber visita: “Minha vida já acabou”

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Em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto e sob vigilância integral, Jair Bolsonaro se emocionou durante a visita do vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo (PL). A conversa durou cerca de 4 horas. Em dado momento, o ex-presidente relembrou a trajetória no meio militar até chegar à Presidência e, dizendo estar com 70 anos e perspectiva de condenação pelo STF, desabafou: “Minha vida já acabou”.

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POLÍTICA

“Membros do Governo Lula sabiam das fraudes no INSS”, diz defensora pública

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A defensora pública federal Patrícia Bettin Chaves afirmou, em depoimento à CPMI do INSS, que integrantes do governo Lula foram oficialmente avisados sobre as fraudes bilionárias no sistema previdenciário ainda em 2023. Segundo ela, ofícios e atas de reuniões do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) registram que os alertas chegaram ao então ministro da Previdência, Carlos Lupi, e a outros membros da administração federal.

“Os avisos foram feitos de forma formal, tanto judicial quanto extrajudicialmente. Havia pleno conhecimento da gravidade do problema”, disse a defensora.

O escândalo envolve descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, feitos por associações sem autorização dos segurados. Estima-se que o esquema tenha causado prejuízo superior a R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, afetando milhões de beneficiários.

A gravidade da denúncia foi reforçada pelo próprio ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, que declarou publicamente que “todo mundo sabia do problema”, citando inclusive o chefe da Casa Civil, Rui Costa.

Apesar dos alertas, as medidas de contenção demoraram a ser adotadas. O ministro Carlos Lupi chegou a admitir a lentidão, mas negou omissão e defendeu sua permanência no cargo. Documentos revelaram ainda que o governo recebeu representantes de entidades investigadas 15 vezes desde 2023, mesmo após os primeiros indícios de irregularidades.

A CPMI agora busca apurar não apenas a extensão da fraude, mas também a responsabilidade das autoridades que, mesmo cientes, não impediram a continuidade do esquema.

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POLÍTICA

Deputada Carol de Toni protocola projeto de lei complementar que dá ao Congresso poderes para barrar decisões do STF

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A deputada Caroline de Toni (PL) protocolou projeto de lei complementar que autoriza o Congresso Nacional a sustar decisões do STF. A proposta, segundo a parlamentar, busca reagir a casos de “ativismo judicial”.

Carol de Toni argumenta que há situações em que o Judiciário “ultrapassa seus limites e desrespeita a função legislativa”.

Entre os exemplos citados no texto estão o julgamento sobre união estável homoafetiva, a decisão que permitiu aborto em casos de anencefalia e o entendimento que criminalizou a homofobia e a transfobia. Para a parlamentar, essas decisões são exemplos de “usurpação da competência do Congresso Nacional”.

O projeto estabelece que o Congresso poderá barrar atos normativos e decisões judiciais com “caráter geral e abstrato” que invadam a competência do Legislativo.

No documento, Carol de Toni afirma que o objetivo é “reequilibrar os Poderes da República” e “regulamentar o disposto no inciso XI do art. 49 da Constituição Federal”, que prevê a competência exclusiva do Congresso Nacional para sustar atos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.

A proposta da deputada amplia essa interpretação para incluir decisões e atos normativos do Poder Judiciário considerados “exorbitantes”

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