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Seis países da América Latina já reconhecem González como presidente eleito da Venezuela

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Depois dos Estados Unidos, a Argentina, o Uruguai, o Equador, a Costa Rica e o Panamá reconheceram nesta sexta-feira (2) o candidato de oposição Edmundo González Urrutia como presidente eleito da Venezuela, após o ditador Nicolás Maduro ter sido declarado reeleito em resultado que levantou suspeita de vários países.

O Peru foi o primeiro a reconhecer a vitória do opositor, ainda na terça (30). Com isso, chegam a sete os países que rejeitam a vitória de Maduro —seis na América Latina, todos esses liderados por governos de direita.

A reeleição de Maduro foi anunciada pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela) após o pleito de domingo (28). Segundo o presidente do órgão, Elvis Amoroso, o ditador havia recebido 52% dos votos, contra 43% de González, com 97% das urnas apuradas. Entretanto, Caracas não havia apresentado as atas eleitorais que comprovariam esses números, apesar da pressão de países como EUA, Colômbia e Brasil.

O regime venezuelano diz ter sido alvo de um ataque hacker que dificulta a apresentação dos resultados discriminados por zona eleitoral e mesa de votação —Maduro chegou a afirmar que o bilionário e dono da rede social X, Elon Musk, estaria por trás da ação.

As atas eleitorais estão no centro da disputa pelo resultado das eleições na Venezuela. O país possui um sistema de votação em urnas eletrônicas com comprovante impresso, depositado pelo eleitor em uma urna separada. Quando a votação termina, cada centro de votação envia um relatório ao CNE semelhante ao boletim da urna no Brasil: as atas eleitorais.

A oposição diz ter tido acesso a esses documentos e publicou o que afirma serem as atas em um site, declarando González vitorioso com 67% dos votos, e 80% das mesas de votação contabilizadas.

Uma projeção conduzida por pesquisadores brasileiros e feita a partir de uma análise de atas coletadas por uma ONG venezuelana produziu um resultado semelhante com o que a oposição afirma ser o correto: 66% dos votos para González, e 33% para Maduro. O estudo foi replicado pelo jornal americano The New York Times, que chegou a números similares.

A chanceler da Argentina, Diana Mondino, fez referência à contagem da oposição ao justificar a decisão do país de reconhecer González vencedor. “Após vários dias da publicação das atas eleitorais oficiais no site, todos podemos confirmar, sem qualquer dúvida, que o legítimo vencedor e presidente eleito é Edmundo González”, escreveu Mondino na plataforma X.

Carregando post do Twitter

Em consonância com a declaração de Mondino, o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, afirmou que “efetivamente o ditador Maduro perdeu as eleições e nunca apareceram as famosas atas nas quais ele iria demonstrar que havia vencido”.

Adorni ainda afirmou que, no mundo, não pode haver um ditador liderando um povo. “E, lamentavelmente, é o que acontece na Venezuela há muito tempo. Agora teve outra eleição fraudulenta, mas o chavismo vem destruindo a Venezuela há anos, expulsou milhões de venezuelanos de sua terra e empobreceu 90% de sua população”.

O Uruguai, governado pelo presidente Luis Alberto Lacalle Pou, também disse reconhecer González o verdadeiro vencedor. “Em função da evidência contundente, fica claro para o Uruguai que Edmundo González Urrutia obteve a maioria dos votos nas eleições presidenciais da Venezuela. Esperamos que a vontade do povo venezuelano seja respeitada”, escreveu no X o ministro das Relações Exteriores, Omar Paganini.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse em nota que seu país reconhece González como presidente eleito após “a evidente manipulação dos resultados do processo eleitoral [da Venezuela]”, e que o regime “tentou, com fraude e irregularidades, usurpar o resultado real” do pleito.

“O Equador convoca a comunidade internacional a respeitar o sacrifício venezuelano e proteger a decisão real deste país de voltar a ser livre”, disse ele.

A chancelaria da Costa Rica afirmou que a vitória de González era indiscutível e rejeitou a “proclamação fraudulenta” de Maduro como vencedor das eleições.

Já o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, defendeu “o respeito à vontade popular como base da democracia” após anunciar que o país também reconhece a vitória da oposição.

Desde o último domingo, a Venezuela aumentou a repressão política e já prendeu mais de 1.200 pessoas, segundo Maduro, que saíram às ruas para protestar contra a declaração de sua vitória.

Lá Fora

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A decisão dos países de reconhecer a oposição pressiona ainda mais o governo de Luiz Inácio Lula da SIlva (PT), que por ora mantém a posição de aguardar e insistir na divulgação das atas eleitorais, algo que o ditador afirmou que faria, porém não havia cumprido até a noite desta sexta.

Na quinta (1º), Brasil, Colômbia e México divulgaram um comunicado conjunto em que pedem a “verificação imparcial” dos números da votação venezuelana.

A oposição afirma possuir cópias de mais de 80% das atas, segundo as quais González teria obtido 67% dos votos. A posição argentina resultou na expulsão de seu pessoal diplomático da Venezuela, que teve de deixar na quinta a embaixada —o local ainda abriga seis venezuelanos como refugiados.

O Brasil assumiu a custódia da delegação argentina em Caracas e a proteção dos refugiados, bem como a guarda da delegação do Peru, após a Venezuela romper na terça as relações diplomáticas com esse país.

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