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Ministros temem que eventual sanção contra Alexandre de Moraes, gere efeito dominó, com outros ministros sendo sancionados, dizem fontes

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A possibilidade de uma eventual sanção contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem gerado apreensão entre outros membros da Corte e em setores do meio político. Segundo fontes ouvidas reservadamente por esta reportagem, ministros temem que qualquer medida disciplinar ou institucional contra Moraes possa abrir um precedente perigoso, desencadeando um “efeito dominó” que colocaria outros integrantes do STF sob risco semelhante.

As discussões, embora ainda nos bastidores, ganharam força após o aumento das críticas públicas ao ministro, que tem sido alvo frequente de setores políticos, especialmente ligados à oposição. Moraes, relator de inquéritos sensíveis como os que envolvem ataques à democracia e disseminação de fake news, tornou-se uma figura central nos embates entre o Judiciário e parte do Legislativo.

Segundo relatos, ministros avaliam que uma eventual sanção institucional a Moraes – seja por parte do Senado ou de outros órgãos – poderia enfraquecer a independência do Supremo e servir como instrumento político de retaliação. “Hoje é o Alexandre, amanhã pode ser qualquer um de nós”, teria dito um magistrado, sob condição de anonimato.

No Senado, onde tramitam pedidos de impeachment contra ministros da Corte, há uma ala que defende maior fiscalização das decisões judiciais. No entanto, lideranças mais moderadas têm evitado alimentar uma crise institucional, alertando para o risco de instabilidade.

O receio maior é que, ao ceder à pressão política para punir Moraes, crie-se uma jurisprudência informal que desestabilize o equilíbrio entre os Poderes. “Não se trata de proteger pessoas, mas de preservar o funcionamento da democracia”, destacou uma fonte ligada ao STF.

Nos bastidores do Executivo, também há preocupação com os possíveis desdobramentos. Interlocutores do Planalto avaliam que uma crise aberta entre Judiciário e Legislativo poderia travar pautas importantes e agravar a polarização no país.

Enquanto isso, Moraes segue mantendo silêncio público sobre as pressões recentes. Pessoas próximas ao ministro dizem que ele encara os ataques como parte de sua missão institucional e que não pretende recuar de decisões já tomadas.

O STF, oficialmente, não comenta o caso. Mas, nos corredores da Corte, o clima é de alerta. A percepção é de que qualquer sinal de fragilidade poderá ser explorado politicamente, com consequências imprevisíveis para a estabilidade institucional do país.

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“PF não pode virar flanelinha de carro”, diz Octávio Guedes

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O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou uma decisão judicial recente que determinou que materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) ficassem sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e não com a própria polícia.

Em suas redes sociais e no programa Estúdio i de 14 de janeiro de 2026, Guedes afirmou que a “Polícia Federal não pode ser transformada em flanelinha de operação policial, ficando para tomar conta de carro, enquanto o Ministério Público [ou STF] deve tomar conta dos dados sensíveis”.

Guedes citou o receio da corporação de que, ao enviar os arquivos para outra instância, sem acesso direto da PF, os materiais possam ser manipulados ou destruídos remotamente.

A metáfora sugere que a PF estaria apenas “guardando” o carro (o material apreendido) sem poder atuar de fato na investigação, perdendo a autonomia técnica sobre as provas.

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Governo Lula corta R$ 1 bilhão da Farmácia Popular e Programa Pé-de-meia

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O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.

Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.

Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.

Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.

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“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaça dos EUA

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O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo brasileiro vê com “muita preocupação” as recentes movimentações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela e rejeitou comparações entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e figuras ligadas ao terrorismo.

“Maduro não é Bin Laden, ele não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim em entrevista, ao comentar o aumento da presença de navios norte-americanos no Caribe. “Temos críticas ao governo venezuelano, mas isso não justifica uma escalada militar na região.”

A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão diplomática entre Washington e Caracas, após o governo dos EUA sinalizar novas sanções e reforçar operações navais sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Segundo Amorim, o Brasil acompanha o caso “com atenção e prudência” e defende que eventuais impasses sejam resolvidos por meios diplomáticos. Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na necessidade de diálogo e de respeito à soberania dos países latino-americanos.

“O Brasil não compactua com intervenções externas. Nossa região deve ser tratada com base na cooperação, não na ameaça”, afirmou o assessor.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que o discurso de Amorim busca evitar a polarização em torno do governo Maduro, ao mesmo tempo em que reafirma a posição histórica do Itamaraty de oposição a ações unilaterais dos Estados Unidos na América Latina.

A fala também reacende o debate sobre o papel do Brasil como mediador em crises regionais. Amorim, que foi chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff, é conhecido por defender uma política externa independente e de não alinhamento automático com potências ocidentais.

O governo dos Estados Unidos ainda não respondeu oficialmente às declarações. Em Caracas, representantes chavistas elogiaram a postura brasileira e afirmaram que “o apoio do Brasil reforça a unidade sul-americana diante das ameaças imperiais”.

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