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Alexandre de Moraes aciona Polícia Federal para monitorar as redes sociais de Eduardo Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) monitore as redes sociais do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em razão de declarações feitas pelo parlamentar em eventos públicos e publicações consideradas de teor antidemocrático. A decisão foi tomada no âmbito das investigações que apuram ataques ao sistema eleitoral e possíveis ameaças às instituições democráticas.
De acordo com o despacho assinado pelo ministro, a PF deve acompanhar de forma contínua o conteúdo publicado nos perfis oficiais de Eduardo Bolsonaro em plataformas como Instagram, X (antigo Twitter), YouTube e Telegram. O objetivo é identificar publicações que possam configurar incitação à desordem institucional, desinformação sistemática contra o Judiciário ou ameaças ao Estado Democrático de Direito.
A medida ocorre poucos dias após o deputado participar de uma conferência nos Estados Unidos, onde criticou duramente o Supremo Tribunal Federal e questionou a lisura das eleições brasileiras. As falas repercutiram amplamente nas redes sociais e reacenderam o debate sobre os limites da liberdade de expressão de agentes públicos.
A decisão de Moraes também autoriza a PF a elaborar relatórios periódicos sobre o comportamento digital do parlamentar, incluindo possíveis interações com perfis considerados envolvidos em redes de desinformação.
A defesa de Eduardo Bolsonaro classificou a medida como “invasiva” e afirmou que o parlamentar está sendo “vigiado por exercer seu direito constitucional de opinião”. Em nota, os advogados afirmaram que irão recorrer da decisão e denunciar o que chamam de “perseguição judicial” ao deputado.
Lideranças da oposição reagiram com indignação à decisão do ministro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo, acusou Moraes de transformar o STF em uma “polícia ideológica”. Já o senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que o país vive “um estado de exceção disfarçado de legalidade”.
Por outro lado, juristas e aliados do governo defenderam a medida como necessária para conter o avanço de discursos que, segundo eles, têm minado a confiança nas instituições e promovido instabilidade social. “Liberdade de expressão não é liberdade para atentar contra a democracia”, disse o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi notificada da decisão e deve acompanhar o andamento do monitoramento. Eduardo Bolsonaro já é alvo de outros inquéritos no STF relacionados à incitação de atos antidemocráticos e à disseminação de informações falsas sobre as eleições de 2022.
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“PF não pode virar flanelinha de carro”, diz Octávio Guedes
O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou uma decisão judicial recente que determinou que materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) ficassem sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e não com a própria polícia.
Em suas redes sociais e no programa Estúdio i de 14 de janeiro de 2026, Guedes afirmou que a “Polícia Federal não pode ser transformada em flanelinha de operação policial, ficando para tomar conta de carro, enquanto o Ministério Público [ou STF] deve tomar conta dos dados sensíveis”.
Guedes citou o receio da corporação de que, ao enviar os arquivos para outra instância, sem acesso direto da PF, os materiais possam ser manipulados ou destruídos remotamente.
A metáfora sugere que a PF estaria apenas “guardando” o carro (o material apreendido) sem poder atuar de fato na investigação, perdendo a autonomia técnica sobre as provas.
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Governo Lula corta R$ 1 bilhão da Farmácia Popular e Programa Pé-de-meia
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.
Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.
Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.
Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.
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“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaça dos EUA
O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo brasileiro vê com “muita preocupação” as recentes movimentações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela e rejeitou comparações entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e figuras ligadas ao terrorismo.
“Maduro não é Bin Laden, ele não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim em entrevista, ao comentar o aumento da presença de navios norte-americanos no Caribe. “Temos críticas ao governo venezuelano, mas isso não justifica uma escalada militar na região.”
A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão diplomática entre Washington e Caracas, após o governo dos EUA sinalizar novas sanções e reforçar operações navais sob o argumento de combate ao narcotráfico.
Segundo Amorim, o Brasil acompanha o caso “com atenção e prudência” e defende que eventuais impasses sejam resolvidos por meios diplomáticos. Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na necessidade de diálogo e de respeito à soberania dos países latino-americanos.
“O Brasil não compactua com intervenções externas. Nossa região deve ser tratada com base na cooperação, não na ameaça”, afirmou o assessor.
Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que o discurso de Amorim busca evitar a polarização em torno do governo Maduro, ao mesmo tempo em que reafirma a posição histórica do Itamaraty de oposição a ações unilaterais dos Estados Unidos na América Latina.
A fala também reacende o debate sobre o papel do Brasil como mediador em crises regionais. Amorim, que foi chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff, é conhecido por defender uma política externa independente e de não alinhamento automático com potências ocidentais.
O governo dos Estados Unidos ainda não respondeu oficialmente às declarações. Em Caracas, representantes chavistas elogiaram a postura brasileira e afirmaram que “o apoio do Brasil reforça a unidade sul-americana diante das ameaças imperiais”.
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