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“Goste ou não do Bolsonaro, os números do seu governo são os melhores das últimas décadas”, diz Adrilles Jorge

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O jornalista e comentarista político Adrilles Jorge gerou repercussão nas redes sociais nesta semana ao afirmar que, independentemente de preferências ideológicas, os indicadores econômicos e sociais do governo Jair Bolsonaro (2019–2022) estariam entre os melhores das últimas décadas.

“Goste ou não do Bolsonaro, os números do seu governo são os melhores das últimas décadas. Isso é dado objetivo, não é opinião. A inflação foi controlada, o desemprego caiu, e o Brasil se manteve de pé durante uma pandemia global”, disse Adrilles durante uma participação em programa de rádio.

A fala reacende o debate sobre o legado do ex-presidente, que segue sendo uma das figuras mais polarizadoras da política brasileira. Enquanto seus apoiadores destacam avanços econômicos e ações em infraestrutura, críticos apontam má condução na pandemia, ataques a instituições e enfraquecimento de políticas sociais.

Entre os números citados por defensores do governo Bolsonaro estão:

  • Inflação: Apesar do pico inflacionário global em 2021, a inflação no fim do mandato foi reduzida com cortes de impostos sobre combustíveis e energia.
  • Desemprego: Dados do IBGE indicam que o índice de desemprego caiu para cerca de 8% no fim de 2022, após atingir mais de 14% em 2021, durante a pandemia.
  • PIB: O crescimento acumulado entre 2021 e 2022 foi considerado positivo, com o PIB crescendo acima do esperado, mesmo em um cenário global instável.
  • Reformas e digitalização: O governo avançou na digitalização de serviços públicos, privatizações e ampliação do Auxílio Brasil, substituindo o Bolsa Família.

Especialistas, no entanto, ponderam que muitos desses resultados foram influenciados por fatores externos e decisões pontuais de curto prazo, como a desoneração de tributos e o aumento temporário de gastos em ano eleitoral.

As declarações de Adrilles dividiram opiniões nas redes. Usuários simpatizantes de Bolsonaro elogiaram a “honestidade” da análise, enquanto críticos acusaram o comentarista de “passar pano” para um governo marcado por confrontos institucionais e má gestão da saúde pública durante a pandemia da Covid-19.

“Não se trata de gostar ou não. Os dados precisam ser analisados com profundidade. Houve retrocessos claros em áreas como meio ambiente, educação e ciência”, comentou uma usuária no X (antigo Twitter).

Adrilles, por sua vez, respondeu que não está “endeusando Bolsonaro”, mas pedindo mais imparcialidade na análise dos governos recentes. “Há uma histeria ideológica que impede muita gente de reconhecer méritos do governo Bolsonaro, assim como há quem feche os olhos para os problemas do atual governo. Isso é desonestidade intelectual”, afirmou.

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“PF não pode virar flanelinha de carro”, diz Octávio Guedes

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O comentarista da GloboNews, Octavio Guedes, criticou uma decisão judicial recente que determinou que materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) ficassem sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), e não com a própria polícia.

Em suas redes sociais e no programa Estúdio i de 14 de janeiro de 2026, Guedes afirmou que a “Polícia Federal não pode ser transformada em flanelinha de operação policial, ficando para tomar conta de carro, enquanto o Ministério Público [ou STF] deve tomar conta dos dados sensíveis”.

Guedes citou o receio da corporação de que, ao enviar os arquivos para outra instância, sem acesso direto da PF, os materiais possam ser manipulados ou destruídos remotamente.

A metáfora sugere que a PF estaria apenas “guardando” o carro (o material apreendido) sem poder atuar de fato na investigação, perdendo a autonomia técnica sobre as provas.

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Governo Lula corta R$ 1 bilhão da Farmácia Popular e Programa Pé-de-meia

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O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões e cerca de R$ 61 bilhões reservados para emendas parlamentares. Para fechar a conta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes significativos em programas sociais e educacionais, atingindo em cheio políticas voltadas à população de baixa renda.

Entre os principais impactos está o Farmácia Popular, que terá redução de R$ 500 milhões, mesmo em um cenário de alta no preço dos medicamentos. Na área da educação, o Pé-de-Meia — programa criado para incentivar a permanência e a conclusão do ensino médio — também perdeu recursos, assim como as bolsas do CAPS, voltadas à formação de professores, que sofreram corte de R$ 300 milhões. Somados, os ajustes nessas áreas chegam a cerca de R$ 1 bilhão.

Outros programas também foram afetados pelo enxugamento. O Auxílio Gás terá R$ 400 milhões a menos no orçamento de 2026, enquanto benefícios obrigatórios, como seguro-desemprego e abono salarial, sofreram cortes próximos de R$ 100 milhões. As reduções atingem justamente políticas voltadas à proteção social e ao consumo básico.

Para analistas, o movimento evidencia um contraste entre o aperto em programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em um contexto de aproximação do calendário eleitoral. O cenário tem gerado críticas sobre as prioridades do orçamento e os possíveis impactos diretos na população mais vulnerável.

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“Maduro não é Bin Laden”, diz assessor de Lula sobre ameaça dos EUA

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O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta quinta-feira (24) que o governo brasileiro vê com “muita preocupação” as recentes movimentações militares dos Estados Unidos próximas à Venezuela e rejeitou comparações entre o presidente venezuelano Nicolás Maduro e figuras ligadas ao terrorismo.

“Maduro não é Bin Laden, ele não é um patrocinador de terrorismo”, disse Amorim em entrevista, ao comentar o aumento da presença de navios norte-americanos no Caribe. “Temos críticas ao governo venezuelano, mas isso não justifica uma escalada militar na região.”

A declaração ocorre em meio a uma crescente tensão diplomática entre Washington e Caracas, após o governo dos EUA sinalizar novas sanções e reforçar operações navais sob o argumento de combate ao narcotráfico.

Segundo Amorim, o Brasil acompanha o caso “com atenção e prudência” e defende que eventuais impasses sejam resolvidos por meios diplomáticos. Ele destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na necessidade de diálogo e de respeito à soberania dos países latino-americanos.

“O Brasil não compactua com intervenções externas. Nossa região deve ser tratada com base na cooperação, não na ameaça”, afirmou o assessor.

Nos bastidores, diplomatas brasileiros avaliam que o discurso de Amorim busca evitar a polarização em torno do governo Maduro, ao mesmo tempo em que reafirma a posição histórica do Itamaraty de oposição a ações unilaterais dos Estados Unidos na América Latina.

A fala também reacende o debate sobre o papel do Brasil como mediador em crises regionais. Amorim, que foi chanceler nos governos Lula e Dilma Rousseff, é conhecido por defender uma política externa independente e de não alinhamento automático com potências ocidentais.

O governo dos Estados Unidos ainda não respondeu oficialmente às declarações. Em Caracas, representantes chavistas elogiaram a postura brasileira e afirmaram que “o apoio do Brasil reforça a unidade sul-americana diante das ameaças imperiais”.

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