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POLÍTICA

“Se o Brasil fosse um país sério, já estaríamos iniciando processo de impeachment por quebra da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz deputado Cláudio Branchieri

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O deputado estadual Cláudio Branchieri (PL-RS) atacou o governo federal durante sessão plenária nesta quarta-feira, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria enfrentar um processo de impeachment por supostas violações à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O parlamentar citou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou R$ 57,6 bilhões em gastos fora do orçamento, comparando a prática às chamadas “pedaladas fiscais”– manobras contábeis usadas no governo Dilma Rousseff (PT), que contribuíram para seu impeachment em 2016.

“Se o Brasil fosse um país sério, o governo Lula já estaria respondendo a um processo de impeachment. Ele acusou o Executivo de utilizar artimanhas contábeis para financiar programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Vale-Gás e o Fundo Rio Doce, maquiando o déficit público. “O Brasil virou terra de faz de conta. Enquanto estouram as contas e destroem o futuro do país, já preparam a narrativa para culpar quem tentar consertar a bagunça”, concluiu.

O relatório do TCU, divulgado nesta semana, aponta que o governo antecipou despesas sem a devida contrapartida orçamentária, prática que, segundo especialistas, pode configurar “pedaladas fiscais” – manobras que distorcem o cumprimento das metas fiscais. A oposição alega que a estratégia busca camuflar o aumento do déficit público, enquanto o Planalto defende que as medidas são necessárias para recompor políticas sociais após cortes no governo anterior.

A polêmica ocorre em meio a debates sobre a reforma tributária e pressões por ajuste fiscal, com o mercado financeiro alertando para os riscos de um rombo crescente.

POLÍTICA

Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master

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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.

Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.

Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.

O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.

Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.

O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.

Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.

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POLÍTICA

Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global

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Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.

O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti

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POLÍTICA

Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel

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A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.

Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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