POLÍTICA
Datena chora e abandona entrevista: ‘Para mim, acabou a política’
O candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, José Luiz Datena, chorou durante entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e ao portal UOL, nesta sexta-feira, 13. Aos prantos, ele abandonou a sabatina — que já caminhava para o final.
Datena afirmou que dará fim a sua vida política caso não consiga se eleger como chefe do Executivo paulistano no pleito deste ano. Com isso, afirmou que, provavelmente, voltará para sua carreira de apresentador na TV Bandeirantes, depois do período eleitoral.
“Ainda tenho esperança”, afirmou o candidato tucano, antes de começar a chorar. “Tentei ajudar as pessoas a votar em mim, até agora não consegui. P****, o que eu posso fazer?”
“Já sou um velho jornalista, reconheço a ética e a capacidade da maioria de vocês”, disse José Luiz Datena, ao se dirigir aos entrevistados. Na sequência, ele se levantou da cadeira e não voltou mais para a sabatina.
Com quase 30 anos de televisão, o integrante do PSDB não tem conseguido engatar sua campanha à Prefeitura de São Paulo. Antes de entrar na corrida eleitoral municipal, o apresentador havia expressado o desejo em se candidatar a uma vaga no Senado.
“Para mim, acabou a política, se não for eleito [prefeito de São Paulo], acabou”, afirmou Datena. “Foi uma boa experiência. A gente fica muito baqueado quando vê resultado de pesquisa. Confio plenamente nos profissionais de pesquisas.”
Mesmo ao afirmar que tem amizade com o deputado federal e candidato a prefeito de São Paulo pelo Psol, Guilherme Boulos, o tucano disse que não vai apoiar ninguém num eventual segundo turno.
“Vou morrer sem cumprir meu sonho”, lamentou o apresentador. “Escrevi um livro, fiz tudo na comunicação. O meu sonho era servir o povo como senador.”
Saiba quem é José Luiz Datena
José Luiz Datena é um jornalista natural do interior paulista. Ele nasceu no dia 19 de maio de 1957, na cidade de Ribeirão Preto (SP).
Datena começou a carreira no jornalismo esportivo. Nessa área, trabalhou como repórter e narrador esportivo.
Ele se tornou amplamente conhecido no Brasil como apresentador de programas policiais. Inicialmente, comandou o Cidade Alerta, na Record. Entre saídas e retornos, ele apresenta há mais de uma década o Brasil Urgente, que vai ao ar pela Band.
POLÍTICA
Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.
A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.
Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.
Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.
O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.
Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.
O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.
Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.
POLÍTICA
Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global
Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.
O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti
POLÍTICA
Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel
A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.
Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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