POLÍTICA
Após vaias em show, banda que “Fez o L” chama catarinenses de “covardes” e “fascistas”
Um show realizado na noite desta sexta-feira (02) terminou em confusão e ‘expulsão’ de artistas do palco na Praia Brava de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, após integrantes do grupo Big Up fazerem manifestações políticas durante a apresentação.
O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi agravado pelas respostas públicas do próprio grupo após deixar o palco. Segundo relatos de pessoas que estavam no local e vídeos que circulam nas redes sociais, o clima mudou no evento quando um dos integrantes teria feito declarações que levaram a compreensão de que estaria comemorado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo, outro integrante da banca fez o “L”z A reação do público foi imediata, com vaias e gritos como “ih, fora” e “uh, é Bolsonaro”, levando à interrupção do show antes do previsto.
Após o episódio, integrantes do Big Up passaram a responder críticas diretamente nas redes sociais. Em um dos comentários mais compartilhados, um dos músicos escreveu: “Vocês são tão topeira que acham realmente que isso foi ruim pra gente? Última coisa que eu quero é agradar fascista delinquente e ignorante”.
Em outra resposta, o grupo voltou a atacar parte do público catarinense, afirmando: “Vocês que são covardes mesmo”, ao rebater comentários de pessoas que criticavam a politização do show. A declaração provocou ainda mais revolta entre internautas, que passaram a acusar a banda de desrespeitar o público local.
As respostas seguiram em tom confrontacional. Em meio à discussão, integrantes do grupo também afirmaram que não falaram de partido político e tentaram minimizar a reação do público. “Ninguém falou de partido nenhum”, escreveu o perfil oficial da banda. Em outra publicação, o grupo reforçou o discurso ideológico: “Opinião não é crime” e “violência nunca será argumento”.
Entre as principais reclamações está a de que o palco deveria ser usado para música e entretenimento, não para manifestações políticas. “Foram pagos para cantar”, escreveu uma internauta. “Não para militar”, completou.
Há também versões conflitantes sobre o desfecho da confusão. Alguns afirmam que houve arremesso de gelo e latas em direção aos artistas. Outros negam qualquer agressão física, sustentando que a reação se limitou às vaias após a manifestação política.
POLÍTICA
Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.
A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.
Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.
Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.
O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.
Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.
O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.
Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.
POLÍTICA
Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global
Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.
O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti
POLÍTICA
Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel
A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.
Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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