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POLÍTICA

“Um verdadeiro cristão não apoia Lula”, diz Silas Malafaia

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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), voltou a criticar duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um vídeo publicado nesta sexta-feira (17), o religioso afirmou que “um verdadeiro cristão não apoia Lula” e acusou o petista de atacar valores que considera inegociáveis: família, fé e pátria.

A fala de Malafaia veio logo após o encontro do bispo Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus do Brás, com o presidente no Palácio do Planalto, gesto que gerou desconforto e divisões entre lideranças evangélicas do país.

No vídeo, o pastor exibiu trechos de discursos em que Lula se declara orgulhoso de ser chamado de comunista e diz combater o que chama de “discurso do costume, da família e do patriotismo”. Para Malafaia, esses posicionamentos mostram que o presidente “enganou os evangélicos”.

“Eu fico com vergonha de ver um irmão evangélico dizer que apoia um cara desse, que combate historicamente família, costumes e pátria, valores inegociáveis da nossa fé. Lula já enganou os evangélicos. Em 2022 escreveu uma carta dizendo ser contra o aborto. No primeiro mês do governo dele, em 2023, derrubaram portarias do governo Bolsonaro que dificultavam o aborto. E Lula ainda tirou o Brasil do pacto antiaborto. Chega de enganar o povo de Deus!”, desabafou.
Malafaia lembrou que já apoiou Lula em 2002, quando, segundo ele, o petista ainda não havia se revelado ideologicamente.

“Vergonha seria eu estar apoiando ele hoje, depois de toda a ideologia que ele defende e de toda a lama de corrupção da qual participaram. Eu quero distância dele. Esse cara tem um espírito de engano. Pode usar a mídia e o que você quiser, Lula, mas você não vai mais enganar os evangélicos e os cristãos em geral”, afirmou.
O pastor também reforçou que a Igreja não deve se alinhar a nenhum político, mas que cada cristão deve fazer suas escolhas com base em princípios e caráter.

“A Igreja de Cristo não apoia ninguém, eu digo isso há 45 anos. Ela está acima de tudo. Nós, como cidadãos, é que apoiamos. E como eu escolho alguém? Segundo meus princípios, minhas crenças, meus valores e meu caráter”, concluiu.

POLÍTICA

Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master

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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.

Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.

Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.

O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.

Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.

O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.

Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.

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POLÍTICA

Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global

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Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.

O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti

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POLÍTICA

Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel

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A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.

Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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