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POLÍTICA

“Lula é moralista com as democracias ocidentais e indulgente com tiranias camaradas”, diz Estadão

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Um editorial publicado pelo Estado de S. Paulo reacendeu o debate sobre a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o jornal, o petista adota um tom “moralista” em suas críticas às democracias ocidentais, mas mostra “indulgência” quando se trata de governos autoritários aliados, como Cuba, Venezuela, Rússia e Irã.

A crítica ganhou força após o discurso de Lula na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, no qual o presidente voltou a questionar sanções econômicas impostas por países ricos e defendeu maior equilíbrio nas relações internacionais. Para o Estadão, Lula teria elevado o tom contra as nações ocidentais, ao mesmo tempo em que relativizou ou silenciou diante de violações de direitos humanos cometidas por regimes considerados “camaradas”.

O jornal aponta como exemplo a forma distinta com que o presidente trata o conflito no Oriente Médio. Enquanto suas falas costumam ser mais duras contra Israel, as referências ao Hamas e a outros grupos armados aparecem em termos mais amenos. Situação semelhante teria ocorrido em relação à guerra da Ucrânia: Lula condenou a invasão russa em termos genéricos, mas evitou responsabilizar diretamente Moscou.

Especialistas em relações internacionais afirmam que a estratégia do governo pode ser compreendida dentro de uma lógica de “diplomacia pragmática”. O Brasil, lembram, busca protagonismo no eixo Sul Global e aposta no diálogo com países não alinhados ao Ocidente tradicional. No entanto, críticos argumentam que a seletividade no discurso compromete a credibilidade brasileira como defensor universal da democracia e dos direitos humanos.

O Palácio do Planalto não comentou diretamente as críticas do Estadão, mas auxiliares do presidente ressaltam que a política externa brasileira prioriza a defesa da soberania dos povos e a busca por soluções pacíficas para os conflitos, sem alinhamento automático a nenhum bloco.

O debate expõe uma tensão antiga na diplomacia lulista: o esforço por ampliar o peso internacional do Brasil sem abrir mão de laços históricos com regimes que, para o Ocidente, representam autoritarismo e ameaça à democracia.

POLÍTICA

Toffoli descarta abandonar relatoria da investigação do Banco Master

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O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tem dito a pessoas próximas que não pretende deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master.

A condução do caso pelo ministro é alvo de críticas dentro e fora do tribunal e o magistrado sofre pressão para abandonar a relatoria do inquérito.

Decisões recentes do ministro foram criticadas por integrantes da Polícia Federal que temem que a investigação seja impactada e o caso sofra reveses.

Toffoli tem dito a interlocutores nos últimos dias não haver motivos que justifiquem que ele se declare impedido ou suspeito de conduzir a investigação no tribunal.

O Código de Processo Penal é a legislação que estabelece as situações em que os juízes brasileiros devem se declarar impedidos ou suspeitos.

Um ministro está impedido de atuar em processos em que seu cônjuge ou parente tenha atuado; em que ele próprio tenha atuado no passado — seja como advogado ou como juiz —; ou em que ele próprio ou seus parentes sejam “diretamente” interessados.

O magistrado deve se declarar suspeito se for amigo íntimo ou inimigo capital de investigados ou advogados do caso; se tiver aconselhado qualquer das partes; ou se, por exemplo, ele próprio ou algum parente responder a processo que tenha de ser julgado por qualquer das partes.

Caso Toffoli se declarasse suspeito ou impedido de atuar no inquérito, todos as ordens dadas por ele desde que o processo chegou a seu gabinete seriam anuladas. O caso seria reiniciado e um novo relator seria sorteado.

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POLÍTICA

Judiciário brasileiro é um dos mais corruptos e injustos do mundo, segundo ranking global

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Quando se trata de corrupção, o Brasil figura entre os países com pior desempenho em diversos rankings globais.

O país ocupa a 80ª posição entre 142 nações. O levantamento avalia critérios como restrições aos poderes do governo, ausência de corrupção, transparência, direitos fundamentais, segurança, aplicação de regulamentações e eficiência da justiça civil e criminal. O pior resultado brasileiro foi na Justiça Criminal, especialmente no quesito imparcialidade do Poder Judiciário, no qual o País ficou empatado com a Venezuela na 113ª posição. Tratando apenas da corrupção, o Brasil também está muito abaixo em relação à média global. No quesito de ausência de corrupção, ocupa a 77ª posição no ranking e a questão se agrava no Poder Legislativo, onde o País é considerado o segundo mais corrupto, acima apenas do Haiti

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POLÍTICA

Netanyahu convida Flávio Bolsonaro para conferência de combate ao antissemitismo e presidenciável embarca para Israel

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A primeira viagem internacional do pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será a Israel. Flávio embarca nesta segunda-feira (19). Em seguida, o senador também viajará para o Bahrein e para os Emirados Árabes Unidos. O roteiro ainda pode incluir países europeus.
A agenda ocorre antes mesmo de o senador começar a percorrer o Brasil, em pleno ano eleitoral. Segundo assessores, o objetivo é se aproximar de lideranças conservadoras e da direita internacional, como o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram convidados para participar de uma conferência sobre antissemitismo em Jerusalém, nos dias 26 e 27 de janeiro. Netanyahu também estará presente no evento. Eduardo tem atuado como um dos organizadores da agenda internacional do irmão.
No fim do ano passado, Flávio viajou aos Estados Unidos para se reunir com Eduardo Bolsonaro e elogiou sua interlocução com representantes da direita, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Graças a Deus, temos um craque em casa nessa parte de relações internacionais”, disse em entrevista ao influenciador Paulo Figueiredo.

Flávio também destacou a importância de manter o Brasil alinhado às democracias ocidentais e aos valores judaico-cristãos. As declarações sinalizam continuidade ideológica em relação ao governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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